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São Paulo, 9 de Setembro de 2010

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NOTÍCIAS Cresce número de queixas contra consórcios ( 6/10/2009 )

Cresce número de queixas contra consórcios
É preciso ficar atento às regras. Problemas acontecem por falta de esclarecimentos. Ou pior, os consumidores recebem informações incorretas.

O sonho fica ali, martelando na cabeça.

“Comprar uma casa própria”, planeja um brasileiro.

Sem o dinheiro todo na mão, vem a ideia:

“Eu tenho vontade de entrar em um consórcio”, diz um jovem.

O consórcio não é indicado para quem tem pressa. São vários meses de prestação. É um investimento a longo prazo, ainda mais se a pessoa não tiver dinheiro suficiente para dar um lance, ou demorar para ser sorteada.

“Eu acho que se a pessoa tiver um dinheiro e puder, é uma forma de poupança”, comenta o assistente financeiro Jamerson Pereira.

Isso se a escolha for bem feita. A administradora Paula Novaes levou o calote, perdeu R$ 5 mil. O consórcio fechou as portas.

“Eu pedi emprestado para minha mãe, foi muito complicado, uma situação muito difícil. Você fica com aquela cara de ‘e agora, o que eu vou fazer’ ”, conta Paula Novaes.

O que ela deveria ter feito: procurado informações sobre a administradora do consórcio. No site do Banco Central há detalhes das empresas. As reclamações cresceram 30% em comparação com o ano passado.

É aconselhável também consultar o Procon. Em Brasília, as queixas mais frequentes são contra consórcios de carros, motos e imóveis. Por quê? Descumprimento de contrato, cobrança indevida e desistência.

“Ele tem todo direto de receber o que ele já contribuiu para o consórcio”, afirma o diretor do Procon/DF Ricardo Pires.

Outro alerta: cuidado com a propaganda enganosa.

“Basta que esteja em débito com uma prestação para que não entre no sorteio. Ele tem que saber que mesmo dando lance, se não há um saldo naquele grupo, ele também não vai ter acesso àquele bem”, alerta o diretor do Procon/DF Ricardo Pires.

A Associação das Empresas de Consórcio se defende.

“O que acontece muitas vezes é que há uma linguagem técnica que, para os profissionais de consórcio soa simples, mas para o cliente pode gerar dúvidas”, compara a presidente regional da Associação Brasileira das Administradoras de Consórcio Elizregia Alves.

O aposentado Fernando Almeida aprendeu uma lição. Contratou o consórcio de uma casa. O negócio não era como ele pensava e agora ele tem uma carta de crédito de R$ 80 mil. Os planos eram de comprar um imóvel que custa o dobro.

“Na hora de vender eles só falam as coisas boas, não falam dos entraves. Talvez eu devesse tomar mais cuidado, ler direito, me informar melhor, porque eu estou com um prejuízo danado”, diz o aposentado Fernando Almeida.

Ainda segundo a Associação das Administradoras de Consórcios, o aumento do número de reclamações é proporcional ao crescimento do número de consorciados e, claro, tem a tal linguagem técnica.




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